\\ Tópicos teóricos do curso: //
- Ernst Götsch e a Sintropia
- Emergência da Agricultura Sintrópica
- Comparação entre os diferentes sistemas de agricultura ecológica (biológica, biodinâmica, natural, etc.)
- Solo e vida / Ciclo da água, da luz, dos nutrientes e da lua
- Interações ecológicas e funções ecofisiológicas
- O que é a agricultura sintrópica
- Otimização de processos
- Sistemas de colonização, acumulação e abundância
- Sucessão natural e estratificação
- História da evolução das práticas agrícolas em Ananda Valley
- Planeamento e desenho da plantação
- Manutenção do sistema, poda, fertilização, etc.
- Prática da agricultura sintrópica em clima mediterrânico
\\ Tópicos práticos do curso: //
- Implementação de uma pequena parcela na Unidade Master da Ananda
- Observar e interagir com o ecossistema à sua volta (caminhada e conversa)
- Como aplicar a teoria
- Implementação de uma parcela maior noutro terreno (transformação de um antigo sistema frutícola convencional)
- Análise do desenho escolhido para a nova plantação
- Perguntas e respostas sobre projetos ou ideias pessoais
\\ Exemplo de um dia: //
6h – 7h: Kiirtan e meditação coletiva (opcional)
7h – 8h: Aula de Asanas / posturas de yoga (opcional)
8h – 8h30: Pequeno-almoço
9h – 10h30: Sessão teórica 1
10h30 – 11h: Intervalo da manhã
11h – 12h30: Sessão teórica 2
12h30 – 14h: Almoço
14h – 18h: Sessão prática
18h30 – 20h: Kiirtan e meditação coletiva (opcional)
\\ Alojamento: //
Campismo com tenda ou caravana própria — outras opções estão disponíveis, por favor consulte o formulário de inscrição
\\ Refeições: //
As refeições serão veganas (informe-nos na inscrição caso tenha algum pedido alimentar adicional) e estão incluídas no preço.
\\ Idioma: //
Este curso será em inglês
\\ Contribuição: //
Preço base: 375€
Formulário online: https://forms.gle/QRdx2CKjQbQf57uP9
-Guilherme Weishar – EcoAtivo
-Ruben Costa – Planta Floresta
A Planta Floresta é uma iniciativa com o objetivo de regenerar ecossistemas desde março de 2018. O seu foco principal é investigar e partilhar modelos resilientes e regenerativos para a reflorestação e produção agrícola, promovendo eventos educativos para famílias e escolas, e produzindo alimentos de qualidade para a população local através do conhecimento da Agricultura Sintrópica (Agrofloresta) adaptada ao clima de Portugal.
Podes seguir em @plantafloresta
Desenvolvida por Ernst Götsch, um suíço a viver no Brasil desde 1984, a Agricultura Sintrópica consiste numa perspetiva diferente sobre os processos naturais, e recorre a um conjunto de técnicas que visam criar agroecossistemas cuja forma e dinâmica se inspiram nos ecossistemas naturais e originais de cada ambiente onde se trabalha, possibilitando a produção de alimentos, madeira, fibras ou quaisquer outros materiais relacionados com a atividade agrícola.
Por se basear em processos e não em insumos, tem-se revelado extremamente produtiva e financeiramente viável para o produtor em diversos ecossistemas e biomas, produzindo simultaneamente solo, melhorando a retenção de água e aumentando a biodiversidade local. Ao otimizar os processos de vida que criam e mantêm a fertilidade do solo, a agricultura sintrópica alia uma produtividade agrícola ótima a uma baixa dependência de insumos externos.
Com esta maior eficiência nos ciclos e processos naturais, o solo mantém-se constantemente coberto com material produzido no próprio local; as podas e outras intervenções que garantem esta cobertura de biomassa mantêm o desenvolvimento das plantas com grande vigor. Assim, todo o ecossistema local opera no seu potencial máximo
Consequentemente, esta prática permite obter excelentes colheitas, ao mesmo tempo que recupera o solo e ajuda a regenerar ou enriquecer o ecossistema local. Compreender a função ecofisiológica de cada espécie, e conduzir o plantio e a manutenção segundo a sucessão natural e a estratificação, permite plantações mais complexas e biodiversas, com elevada densidade, verdadeiros macro-organismos resilientes, que proporcionam maior qualidade de produção e mais colheitas por área trabalhada.
Ao criar-se este macro-organismo, composto pelo solo e pelo ambiente favorável ao pleno desenvolvimento das plantas e do sistema, reduz-se a suscetibilidade das plantas aos seres normalmente considerados “pragas”, que passam, por sua vez, a ser vistos como agentes otimizadores dos processos de vida e indicadores da saúde do ecossistema como um todo. Desta forma, estes agentes atuam apenas quando a sua função é necessária dentro dos processos que conduzem a um sistema de abundância próprio daquele lugar.
Uma oportunidade incrível para aprender e aprofundar o seu conhecimento sobre este tema, junte-se a nós! Pode encontrar o link de inscrição abaixo.